Silenciosamente temo de tanto amar.
Deliciosamente tremo de tanto amor.
Será mesmo possível algo tão perpétuo nascer no caos?! Aquilo que antes era efêmero, agora faz teu sangue transpassar meu corpo. Encostando no meu peito, bagunçado minha mente.
O físico já não me é suficiente.
Te olho e logo ultrapasso o metafísico.
Teus anseios agora são meus, teu indício de loucura me faz também querer ser louco. Só para me sentir mais próximo da realidade que é tua.
Agora somos ar, fogo e carne nua. Carne crua.
Sinto teu toque, teus lábios e teu gosto.
Seu amor a tudo torna mais vívido.
Meu amor, me contento em ser atento, em ser alento ao que lhe falta.
Lhe amo e estimo a tudo que és.
Teu menino M. Vincent em 8 de fevereiro de 2017 às 14h54min.